Do you Belief?

Todos creem em algo. Seja na teoria das cordas, em deus ou papai noel. Nossa tendência para organizar o mundo de acordo com uma explicação é algo natural; na verdade, não acreditar, exige mais esforço cognitivo. É comprovado que primeiro acreditamos, e depois analisamos a informações que obtemos.

Em geral, utiliza-se as religiões como exemplos óbvios de crenças injustificadas, por ser justamente onde a pessoa acredita seriamente que um conjunto de valores, é o mais adequado de sempre. O qual não necessita de modificações, e que bom mesmo é cultiva-los sem questionar. Outros, escolhem partes interessantes de diversos sistemas, mesclam, e afirmam ser uma nova religião new wave super cool.

Fora esta tendência presente em movimentos ateístas recentes, temos uma das críticas mais interessantes que podem ser feitas, isto é, aos mitos disfarçados de ciência. Historicamente sabemos que diversas teorias antes consensualmente aceites como verdadeiras, são de fato falsas. Exemplos: éter, flogismo, teoria dos quatro elementos e distinções drásticas entre raças. Disso se segue que a linha entre ciência e pseudociência é tênue, e qualquer deslize nos leva a confusões.

Se formos um pouco mais exigentes, podemos encontrar mitos sendo defendidos mesmo por grandes figuras, antigas e atuais. Newton era alquimista, Aristóteles pensava as mulheres e escravos como seres inferiores. Felizmente, nosso conhecimento se alargou, e diversas crenças antes tidas como verdades eternas, são hoje reconhecidas como paradigmas de um tempo passado.

Após esta série de afirmações, pode-se pensar que a atitude mais adequada é um ceticismo extremo. No entanto, a recomendação que faço é outra: revisão. Devido ao viés do status quo, nosso corpo prefere manter a situação de segurança atual, do que internalizar mudanças. Porém,  evidências surgem diariamente, e um agente epistemicamente probo há de atualizar seu modelo do mundo face estas evidências.

 

Anúncios