Singularidade: Global e Local

Duas propostas para o futuro do mundo envolvem o conceito de ‘singularidade,’ que é melhor expressado pela noção de ‘explosão de inteligência’, pois a primeira noção traz consigo inúmeras associações com futuristas não tão confiáveis.

Vários autores jás discutem esta possibilidade. Os céticos, tendem a assumir que não podemos atingir tal estado por alguma limitação física ou lógica. Por exemplo, afirmando que é em princípio impossível reproduzirmos características humanas, isto é, a inteligência artificial forte.

Discordo destas objeção, muito por admitir uma definição diferente de ‘inteligência’. Ademais, meu objetivo aqui é expor dois cenários.

Umas das propostas afirma que ocorrerá  apenas o prosseguimento de uma tendência que vem seguindo a bastante tempo, onde a economia global, ao passar por diversas mudanças drásticas, altera sua taxa de crençimento econômico; destas singularidades, temos como exemplo a agricultura, o surgimento dos seres humanos e revolução industrial. A partir do surgimento de cada um destes eventos, o mundo sofreu mudanças significativas na velocidade de avanço e na configuração das relações.

Neste proposta, este padrão irá continuar, e teremos outra mudança drástica, fazendo com que a economia  passe a dobrar em termos de meses ou dias– hoje ela dobra em média de 15 em 15 anos. O principal proponente deste cenário acredita que devemos atentar para um campo propulsor: a neurociência computacional.

De acordo com o cenário estamos condicionados a  três tecnologias: escaneamento, compreensão algorítmica dos padrões cerebrais, capacidade computacional do hardware. O escaneamento está em estágio intermediário. Ainda não se conseguiu mapear o cérebro humano, mas se está a caminho disto com diversos projetos como o Blue Brain Project. A capacidade computacional não será problema, se seguir a tendência, o hardware irá continuar barateando, assim como software. O emulação será a reprodução destes padrões no meio digital, através da reprodução dos padrões mentais de alguém. Mais provavelemnte, as primeiras pessoas a investirem nesta possibilidade.

Observação importante: a ordem com que a estas tecnologias atingirão a maturidade é relevante. Pode-se imaginar uma capacidade de escaneamento suficientemente detalhada sem compreender os algoritmos cerebrais.

O outro cenário, não necessariamente oposto ao primeiro, é conhecido como hard takeoff. A grosso modo, um grupo de pesquisadores desenvolve uma inteligência artificial que é extremamente superior aos rivais, a ponto de conseguir avançar rapidamente, superando-os. Em tese, este grupo atingiu insights sequenciais a ponto de desenvolver uma inteligência superior a nossa em vários domínios. O fato de esta AI ser benevolente é uma questão adjacente, mas constitui um problema sério também.

Dos dois me alinho ao primeiro cenário, pois é mais robusto e tem bons indicativos. O segundo se baseia na esperança de insights matemáticos específicos, como em lógica e teoria da decisão, mas desconsidera a dependência entre os projetos quando a obtenção destes insights.

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