Confundidos pelo Cânone

A espécie humana, assim como outros primatas  tendem a imitar aquilo o que funciona. Na academia não é diferente, normalmente não iniciados copiam de forma tosca o que os professores dizem e fazem, e só depois de um tempo adquirem autonomia para perceber onde podem ser originais. Isto pode ser extendido para qualquer grupo, contudo, naqueles baseados em dogma, se rebelar não é visto com bom olhos.

Este comportamento não é de todo mal, para produzir algo original é necessário conhecimento acumulado. No entanto, há muito encenação.  Até os físicos perseguem fantasmas, quando desviam grande parcela dos seus recursos para uma linha de pesquisa, e deixam de avaliar abordagens não tão “quentes”.

Seguir os maiores nomes de uma ciência ou linha de pesquisa ajuda a saber o que alguém que se destaca produz, mas não responde como esta pessoa chegou lá.  Responder uma questão nem sempre depende de habilidade técnica. Muitos insights foram obtidos em situações incomuns, e geraram aplicações posteriores que não estavam nos planos de seu descobridor. O laser e a internet são exemplos que vem a memória.

Além disso, uma série de pensadores surgiram a margem das idéias mainstream. Céticos, anarquistas e alguns iluministas não eram acadêmicos, e deram  boas contribuições. Mas na situação atual, encenar somente não é suficiente, tem que se encenar com proprieda. O mercado força os indivíduos a darem respaldo,  através de sinalizações, como  publicações e conferências.

 

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