Filosofia como Estratégia

Tão importante quanto responder bem uma questão, é escolher qual questão responder. Inicialmente porque os recursos cognitivos são limitados, e não se pode emprega-los em problemas cuja relevância é dúbia.

Se descobríssemos amanhã que um determinado autor pós-estruturalista tem características de pós-utópico, nada de muito significante ocorreria. Porém se obtivéssemos um avanço em uma de nossas ferramentas metodológicas, certamente, uma série de outros problemas poderiam ser resolvidos com mais eficiência. Ou seja, no segundo caso, o ganho seria significativo.

As duas ‘linhas’ poderiam seguir concomitantemente, mas isto não só reduziria a velocidade de avanço, como empregaria recursos desnecessariamente.

Antecipando possíveis críticas, uma das formas de proteger um programa de pesquisa é adicionar termos como “valor intrínseco” a discussão. Se alguém deseja que sua linha permaneça obtendo investimentos, afirma que há um valor intrínseco nessa pesquisa, sem nenhum comprometimento com aplicações ou produção de algo visível.

De certo, há casos onde não é óbvio a relevância de uma linha, algo que é só depois de algum tempo. E é por este motivo que pesquisas em ferramentas metodológicas é importante. Sem elas, não saberíamos como escolher entre vários problemas em aberto.

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