Exigências absurdas

Por vezes alguns autores utilizam exemplos absurdos para desprovar teorias rivais. Isto é comum em debates onde um dos critérios de avaliação é o nível de exigência o qual um agente terá de cumprir.

Para entender melhor, imagine que você responda uma pergunta em um caso hipotético, e a resposta envolva exigências elevadíssimas, que por conseguinte, são impraticáveis. Acha que este critério, praticabilidade, é um ponto a favor de uma teoria? Certamente uma teoria moral que ninguém possa adotar é inútil. Por outro lado, uma teoria que todos consigam adotar sem esforço se torna trivial.

Encontrar um equilíbrio, ou seja, uma prescrição que não seja demasiado exigente, aplicável por uma parcela não negligível da população, é algo que requer um elaboração adicional.

Levanto esta questão porque uma das objeções ao utilitarismo é ser demasiado exigente, requerendo que o agente sacrifique inúmeros dos hábitos, em prol de causas urgentes as quais necessitam de intervenção imediata.

Acredito que não necessitamos ir tão longe a ponto de investir toda renda em causas humanitárias ou ambientais. Contudo, acredito que devemos dedicar uma parcela dos nossos recursos para  solução ou amenização destes problemas. O impasse é descobrir de acordo com suas tendências, a exata proporção do esforço.

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